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08
Mar 08

(imagem de siffertart)


Ó, mulher, de onde tu vens com este semblante tão triste!

Sem ter um sorriso nos lábios, sofreu preconceito

Ficou desamparada em busca de amor para viver!

Como se não existissem, de qualquer jeito

Dentro de uma sociedade paternalista.



Ó, mulher, de onde tu vens, com esta coragem para lutar!

Enfrenta todos os problemas, para o teu espaço conquistar

Mulheres de todas as raças que assumem o seu ideal!

É mulher negra trabalhadora, é raça branca e morena

Tiro o meu chapéu tanto para a grande quanto para a pequena.



Ó, mulher, de onde tu vens com estas mãos calejadas!

É a mulher do trabalho, a negra dos canaviais

Mulher sem liberdade vivendo trabalho escravo

Explorada, injustiçada como tráfico de mercadoria

Mulher não é pra ser explorada, e sim viver com alegria.



Ó, mulher, de onde vens, com esta imagem feminina!

Que alegra em ser mãe, mas que um dia foi menina

Dedica o teu tempo aos trabalhos do dia-a-dia

Mulher que luta na vida à procura da dignidade para viver!

Mulher tem que ser respeitada para que esteja sempre em harmonia.



Antes, a mulher não tinha lugar nem vez na sociedade!

Hoje, ela está conquistando o seu lugar, seu trabalho

Percebe-se ainda o massacre das “nossas mulheres”

Que ainda sofrem as conseqüências desastrosas e desumanas

Mas o que importa é que elas buscam seus objetivos e valores sociais.



Ó, mulher, de onde tu vens, cheia de gestos revigorantes!

Mulher semente da história humana, de vida e valor maior

Que tua imagem seja o reflexo da liberdade e não da prisão

Que tu, ó mulher, possas acreditar na força do teu vigor

Apesar de tanta dor, tu possas sempre acreditar neste nome mulher.



Autor: Maria Aparecida Mendes Rios
publicado por . às 10:15

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