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17
Fev 07
É assim hoje, como no ano transacto aqui fica um poema, que dedico a mim próprio neste espaço, pois é o meu dia de natal, sendo admirador da poesia de José Carlos Ary dos Santos, nada melhor que este poema, para ilustrar o dia 17 de Fevereiro de 2007.

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Intérprete: Paulo de Carvalho
Música: Fernando Tordo
Letra: Ary dos Santos
publicado por . às 00:00

Parabens pelo aniversario e boas melhoras.
eu a 25 de Fevereiro de 2007 às 22:41

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