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02
Mai 06

Foram atribuídos para os 982 agricultores do concelho de Estremoz alguns milhões de euros,  correspondentes à diversas medidas do FEOGA - Secção Garantia, tais como o Regime de Pagamento Único RPU ), Prémios e Ajudas aos Produtos Animais e Vegetais, Medidas Agro-Ambientais, Indemnizações Compensatórias, Restituições à Exportação, e outros, cujo pagamento foi efectuado pelo Instituto Nacional de Garantia Agrícola (INGA) no período de 01.03.2005 a 14.02.2006.

Olhando para este numero de agricultores, deduzimos que devemos ter uma agricultura bastante produtiva na região, pois os nossos agricultores são 7,3 % da população do concelho, para justificar os milhões que aqui foram atribuídos , só na letra S das sociedades e alguns agricultores (56), foram atribuídos qualquer coisa como um milhão Quinhentos e Noventa e Um mil euros, se a isto juntarmos a que recebeu o valor mais elevado, num montante de Quinhentos e Noventa e Quatro Mil euros, já ultrapassamos os dois milhões de euros só em 57 agricultores ou sociedades agrícolas, ainda falta contabilizar os subsídios atribuídos a 925 agricultores ou sociedades. Achei cómico o subsídio atribuído a um agricultor do nosso concelho, a módica quantia de 2€ e 97 cêntimos (será que deu para o papel?).

Este tema tem gerado muita polémica, mas um facto é que com a divulgação feita pelo ministério da agricultura, nós ficamos a saber quanto vem para a agricultura do nosso concelho e depois podemos observar, a sua aplicação.

Que vemos? Pousio e mais pousio, azeitona a apodrecer no chão, terras que não são semeadas, vemos assim uma agricultura decadente e cada vez menos produtiva. Será que o governo ao divulgar estes dados, está a pedir à sociedade que fiscalize a aplicação do nosso dinheiro dos impostos?

Ao passar a fronteira, vejo na agricultura espanhola produção intensiva, campos cultivados, em que hoje saíram da terra as batatas e amanhã, já está a terra a ser preparada para a plantação de tomate, poderiam o nossos agricultores, copiarem o exemplo do vizinho, em vez de estarem dependentes do subsidio.

Penso que o Governo Português à semelhança do seu congénere Espanhol, deveria dar subsídios à produção e não em relação ao espaço territorial ou numero de arvores (oliveiras)... Seria mais justo para quem de facto cultiva as terras, pois esses sim receberiam o justo valor compensatório do seu trabalho, enquanto os outros que não tinham produzido, nada receberiam, pois só o facto de ser proprietário, não bastaria para aferir do respectivo subsidio.

publicado por . às 20:18

Pois é! Pois é! O Webmaster tem toda a razão. Só falta uma pequena achega ao texto. Aí vai ela: - O Aparelho do Partido Socialista agora resolveu fazer esta divulgação (até à data tem estado no segredo dos Deuses) sabem porquê? Porque há neste momento contratos assinados com os agricultores que justos ou injustos , isso é outra questão, o Aparelho do Partido Socialista se recusa a cumprir. E isto tudo tem um nome pulhice!
AJPM a 2 de Maio de 2006 às 22:19

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